Data: 22/12/2005
Veículo: Diário de Cuiabá - MT
Categoria: Geral
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) rebateu ontem, por meio de nota, informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) a respeito de redução na alíquota do gás liquefeito, o GLP. Eles pontuam que a Sefaz informou que a alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o gás de cozinha (GLP) é de 12%, o que estaria beneficiando 500 mil famílias mato-grossenses, já que a média nacional de cobrança do ICMS sobre esse produto é de 16%.
O Sindigás frisa que há 16 anos o GLP teve sua alíquota reduzida para 12%, por meio do convênio 112/89, mas em 1998 o governo estadual revogou o benefício. Pelo Decreto 2111/98, a alíquota voltou a ser de 17%. Além dos altos custos logísticos que pesam sobre o GLP no Estado em função de sua distância geográfica das refinarias, soma-se a carga fiscal acima da média nacional, fazendo com que o preço do botijão de gás de cozinha no Mato Grosso seja um dos mais altos do País.
“O Sindicato tem procurado sensibilizar as autoridades para que o GLP passe a ter um tratamento fiscal compatível com a sua relevância social, pois está presente em 42,5 milhões de lares de todas as classes socioeconômicas e é indispensável para o preparo das refeições diárias.
O preço do GLP é onerado por uma alíquota que varia de 12% a 18%, conforme o estado, mas esse percentual poderia ser unificado em todo o País desde que haja consenso entre os estados. O Sindigás defende que esse índice seja fixado entre 0% e 4%, como ocorre no caso do feijão, arroz, farinha e outros gêneros de primeira necessidade. Esta medida não provocaria queda de arrecadação, pois mesmo assim, em valores absolutos, os estados ainda estariam apurando bem mais do que apuravam em 2000 ou 2001. Caso as alíquotas do PIS/COFINS fossem zeradas e o ICMS chegasse a níveis mais razoáveis (4%), o preço ao consumidor poderia ser reduzido em algo entre R$ 4 a R$ 7 para o botijão de 13 kg, consumido por 95% da população brasileira.